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quarta-feira, 31 de março de 2010

Lançamento do livro "Trabalho, Educação e Sociabilidade”

A Editora Práxis e a Rede de Estudos do Trabalho convidam para o lançamento do livro
“Trabalho, Educação e Sociabilidade”

Organizadores:
José dos Santos Souza
Renan Araújo
Dia 24/05/2010, às 19h
Auditório da FFC/UNESP – Campus Marília (SP)

Livro em português
Brochura - 16 x 22 cm
1ª Edição – 2010
R$ 45,00

O conjunto de artigos reunidos nesta obra contribui para desnaturalizar e desmontar as falácias de uma falsa universalização e essencialização do capital, como se esta forma de sociabilidade fosse inerente à condição humana; como se a educação tivesse de ser sempre uma formação unilateral e virada unicamente para o mercado (da força) de trabalho; como se a sociabilidade tivesse de se constituir continuamente em patamares de estranhamento; como se o trabalho fosse uma categoria meramente técnica e desprovida de outra significação que não fosse a exploração capitalista.
SUMÁRIO
Prefácio
João Valente Aguiar
Parte I
Trabalho, Precarização e Sociabilidade no Capitalismo Global

1. Da atividade humana sensível à ciência real unificada
Ricardo Lara

2. Processo de trabalho em frigoríficos e as possibilidades de constituição
de novas sociabilidades Negrito
Georgia Sobreira dos Santos Cêa
Neide Tiemi Murofuse

3. Trabalho, informação e valor: o processo de infoespoliação
Arakin Queiroz Monteiro

4. Maquinaria e manufatura na fábrica flexível: autonomia e heteronomia
no trabalho
Geraldo Augusto Pinto

5. Do trabalhador descartável à re-efetivação do ser genérico: um debate acerca do tempo disponível a partir da experiência dekassegui
Fábio Kazuo Ocada

6. Responsabilidade social empresarial e Estado neoliberal
Edilson José Graciolli
Paulo Vinícius Lamana Diniz

Parte II
A Relação Trabalho e Educação e as Contradições da Sociabilidade do Capital

7. Trabalho, educação e luta de classes na sociabilidade do capital
José dos Santos Souza

8. Trabalho imaterial, classe social e qualificações profissionais
Henrique Amorim

9. A reestruturação produtiva do capital e a emergência da noção de competência no mundo do trabalho
Roberto Leme Batista

Parte III
Ações Públicas e Privadas de Formação do Trabalhador de Novo Tipo

10. Trabalho, educação e sociabilidade na transição do século XX para o XXI:
o enfoque das políticas educacionais
Amélia Kimiko Noma
Eliane Cleide da Silva Czernisz

11. Reformas educacionais e redefinição da formação do sujeito
Domingos Leite Lima Filho

12. Juventude, trabalho e educação: "paradoxos" do ideário da
qualificação profissional
Edinéia Fátima Navarro Chilante
Renan Araújo

13. A formação de trabalhadores e a política nacional de formação da CUT
– uma análise do período 1998-2008
João Guilherme de Souza Corrêa
Paulo Sergio Tumolo

14. Trabalho, ideologia e educação profissional no Brasil: análise da
visão industrial nas décadas de 1930 e 1940
Eraldo Leme Batista

15. Ideologia e dominação em desenhos da Disney e Pixar
Ariovaldo Santos

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina - Imperialismo, nacionalismo e militarismo no século XXI

14, 15, 16 e 17 de setembro de 2010 - Universidade Estadual de Londrina
No III Simpósio, ocorrido em setembro de 2008, chamávamos a atenção para as possibilidades de constituição de um “novo” proletariado no subcontinente latino-americano, principalmente em virtude do processo de transformação da acumulação do capital que passa a se desenhar mais fortemente nos anos 1970, quando se observa a queda acentuada nas taxas de lucro.
Do ponto de vista político, a América Latina vivencia este processo sob ditaduras militares em praticamente toda a região. Os golpes militares, em sua maioria apoiados direta ou indiretamente pelos Estados Unidos, desempenharam papel importante na redefinição das classes e frações hegemônicas e tentaram reverter à força a crise mundial do capitalismo naquele momento. Com as transições (ou transações?) para as democracias entre os anos 1980 e início dos 1990, a fração financeira do capital se torna hegemônica e a região passa a viver sob certa estabilidade política, levando alguns intelectuais a defenderem a tese que, finalmente, caminhávamos para a consolidação do regime democrático.
Outros pensadores passaram a acreditar que, com o fim dos movimentos guerrilheiros dos anos 1970, com a queda do Muro de Berlim e com o fim do chamado “socialismo real”, as “utopias se desarmaram”. Mas se girassem suas lentes para um quarteirão acima de seus palácios, perceberiam o vigor e a atualidade da “utopia armada” do Exército Zapatista de Libertação Nacional, cuja principal reivindicação, a 1º. de janeiro de 1994, era a anulação do NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio). Pouco tempo depois, nos anos 1990 e 2000, as democracias latino-americanas foram (e são) mais explicitamente colocadas à prova.
Se as teses da consolidação estavam corretas, como explicar os golpes (Venezuela, 2002; Honduras, 2009) e autogolpes (Peru, 1992)? E admitindo-se que as democracias nos países dependentes gozam de estabilidade política, qual é o seu preço? Que tipos de democracias foram instauradas na América Latina? Que implicações têm para os regimes democráticos a manutenção de políticas de Estado voltadas para a concentração e centralização do capital sob governos eleitos pelo voto e, ao mesmo tempo, a ampliação das desigualdades sociais? Quais os limites da democracia em países dependentes quando a hegemonia política é do capital financeiro de base imperialista e militarista? São estas e outras questões que nos motivam a realizar o IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina, cujo foco principal é a complexa relação entre imperialismo, nacionalismos e militarismos nesta parte do continente latino-americano.
O GEPAL, desde o seu surgimento em 2004, realizou três simpósios que ultrapassaram de longe o âmbito regional, algo não previsto inicialmente. O que nos leva a insistir nesta atividade e a apostar em sua ampliação com vistas a consolidar o evento como um espaço alternativo para aglutinar parte do pensamento crítico latino-americano.
No III Simpósio participaram aproximadamente 250 pesquisadores, oriundos de diversas regiões do Brasil (BA, PE, MS, MT, SP, PR, SC, RS, MG, GO, MA), além de países latino-americanos (Argentina, Uruguai, Chile, Cuba, Colômbia) e europeu (Portugal). Para o próximo, gostaríamos de contar com a participação de diversos grupos de pesquisa, com os quais já mantemos relações acadêmico-polí ticas.

GRUPOS DE TRABALHO (GTS) – 15, 16 E 17/09
1. Lutas camponesas e indígenas na América Latina
2. Estado, ideologias e meios de comunicação
3. Classes sociais e transformações no mundo do trabalho
4. Imperialismo, nacionalismo e militarismo na América Latina
5. Lutas sociais urbanas
6. Socialismo no século XXI e problemas da transição
7. Feminismo e marxismo na América Latina
8. Marx e marxismos latino-americanos

Informações sobre INSCRIÇÕES e APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS podem ser obtidas em www.uel.br/gepal